terça-feira, 4 de maio de 2010
DICAS DE ESTUDO (IMPORTNATE NÃO É APENAS SABER CONTEÚDOS, IMPORTANTE É SOBRETUDO SABER FAZER PROVA)
1) Para o candidato adquirir um bom Português é necessário que desenvolva o hábito da leitura diária, assim corrigirá erros de ortografia e sintaxe naturalmente sem nenhum esforço. Aconselho leituras periódicas como as de jornais, revistas, além de gêneros literários, mas tudo vai depender do gosto do leitor, com qual texto ele mais se identifica, dessa forma abrangerá seu vocabulário. Livros didáticos também são recomendados e devem ser lidos constantemente, a fim de que todos os assuntos questionados em concursos sejam dominados.
2) Em matéria de estudos, o candidato deve se organizar e ter em mente a palavra disciplina, pois terá de reservar um período diário de duas a três horas para rever o conteúdo já estudado na semana anterior e dar mais atenção às matérias que menos domina. Rever o conteúdo programático diariamente e de forma disciplinada revitaliza a memória.
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3) Estudar as questões de concursos anteriores é didaticamente aconselhável e eficaz, porque testam o conhecimento do candidato, além de nortear o estudo com a justificativa do profissional que corrigiu a matéria. Se tais questões forem apenas lidas e não compreendidas, não ajudarão nos estudos, entretanto, se forem discutidas e trabalhadas, irão com certeza beneficiar o candidato.
4) O planejamento sobre a prova deve ser o primeiro passo do estudo. Nos editais constam os temas pedidos, e muitas vezes até mesmo a bibliografia usada para a elaboração do teste, assim tente direcionar o foco de estudo para aquela finalidade solicitada no edital. Português é ensinado a todos desde a infância até a conclusão escolar, por isso aquela gramática que você usou na escola deve ser trabalhada, cujo conteúdo será abordado em sua prova, apenas dê atenção a reformulações ortográficas, que com certeza constarão no edital do concurso.
5) O segredo do estudo é o trabalho sequencial. Comece a trabalhar a ortografia, juntamente com a leitura e se aprofunde na morfologia sintática, isto é, a classe de palavra e sua função sintática na frase. Essa é uma forma de entender o que se escreve e a compreensão da regência, concordância, crase, colocação pronominal e até mesmo a pontuação dependem desse entendimento morfossintático.
6) Qualquer concurso público prioriza a Língua Portuguesa, por isso saber bem o português ainda faz a diferença. As questões abordadas, geralmente, são em número maior em relação às outras disciplinas e o conhecimento textual, que aparentemente costuma dificultar, ajudam e fazem a diferença nos concursos para aqueles que estão bem preparados textualmente.
segunda-feira, 1 de março de 2010
UM PROJETO DE INTELECTUALIDADE
O que na realidade falta a estes concurseiros (e às pessoas de modo geral) é uma melhor administração do seu tempo, para inserir em seu dia-a-dia um verdadeiro projeto de leitura cuja finalidade maior é dar ao estudande uma visão de mundo mais apurada, holística e capaz de permitir uma análise mais significativa de sua realidade.
É nesse contexto que se agiganta o procedimento da leitura. É óbvio que ler não é (e nem pode ser) uma tarefa martirizante, é preciso antes de qualquer coisa encontrar o prazer pela leitura, nem que, para isso, a busca ocorra durante uma vida.
Paulo Freire, grande pedagogo brasileiro, deixou uma vasta obra sobre os caminhos da pedagogia da libertação. Moacir Gadoti, outro grande brasileiro das Letras, diz que "ler liberta". Paulo Freire emenda: "A leitura do mundo precede a leitura da palavra". Arthur Schopenhauer contribui dizendo que "os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e os promotores da espécie humana são aqueles que leram diretamente no livro do mundo". Todos esses pensadores são unânimes em um ponto: a leitura é o processo pelo qual o ser humano mais se reconhece como um ser do mundo, por estar no mundo, por se permitir se ver como parte desse mundo. É, portanto, a prioridade imediata começar a se ver como um ser do mundo para melhor enxergar o mundo e as palavras que o traduzem.
O mundo de hoje tem características peculiares, é bem verdade. Mas há um grupo de informações que premeia toda a história da civilização e que se caracterizam como universais: as informações que orbitam em torno de o homem versus o homem, o homem versus o meio e o homem versus si mesmo. Criar um projeto de leitura capaz de iniciar uma busca pelo conhecimento, capaz de introduzir o leitor na demanda pelo reconhecimento de tais relações, é fundamental.
Comece questionando-se: o que eu sei sobre o mundo? o que eu sei sobre o homem? o que eu sei sobre mim mesmo? Defina que áreas do conhecimento mais chamam a sua atenção. Comece com leituras introdutórias e autoexplicativas. Busque livros de abordagem mais panorâmica. Mais tarde aprofunde-se. Talvez assim você se liberte daquilo que prende a você àquilo que tem impedido as suas vitórias de acontecerem.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Como sublinhar e esquematizar um texto
1.1 Noções gerais
- sublinhar com lápis preto macio, para não danificar o texto;
- sublinhar com dois traços as idéias principais e com um traço as secundárias;
- dependendo do gosto pessoal, usa-se caneta hidrocor, em carias cores, podendo-se estabelecer um código particular:
vermelho (ou verde) = idéias principais;
azul (ou amarelo) = detalhes mais importantes; - as anotações à margem do texto podem ser feitas com um traço vertical para trechos importantes e dois traços verticais para os importantíssimos.
E para analisar se a técnica teve eficiência desejada, é recomendado “no final do trabalho, fazer uma leitura comparando-se o texto original com o que foi sublinhado” .
2 ESQUEMATIZAR
Para Rauen “esquema é um tipo de produção textual que explicita a linha diretriz do autor de um documento de base” .
Assim esquema é a apresentação do texto, colocando em destaque os elementos de maior importância. Sua finalidade é difundir mais amplamente as informações facilitando para o leitor sua compreensão. Utiliza-se o esquema como meio facilitador para a memorização e a explicação do texto, usam-se muito pra tal feito linhas, setas, círculos colchetes, entre símbolos diversos.
2.1 Características do esquema
Na elaboração de esquemas, para que não fujam de seu projeto principal que é simplificar ao leitor a compreensão do texto, algumas características devem ser ressaltadas e observadas. Segundo Salomon:
Fidelidade ao texto original: deve conter as idéias do autor, sem modificação ou pontos de vistas pessoais;
Estrutura lógica do assunto: partir sempre da idéia principal, depois para seus respectivos detalhes;
Adequação ao assunto estudado e funcionalidade: o esquema deve ser flexível, adaptado ao tipo de matéria a ser estudada. Os assuntos mais profundos com mais detalhes e os mais fáceis apenas com palavras chaves;
Utilidade de seu emprego: o esquema deve facilitar a pesquisa assim como sua revisão, deixando em evidencias seus pontos chaves;
Cunho pessoal: cada pessoa tem seu próprio jeito de fazer esquemas, portanto, um esquema feito por alguma pessoa raramente ira servir á outra.
2.2 Utilidade do esquema
É resumir textos muito grandes e densos para que o leitor o entenda sem que aja uma leitura completa do texto. Muito utilizado em estudos para provas, matéria a ser dada por professores, métodos para a realização de trabalhos técnicos, entre outros.
2.3 Elaboração de esquema
Existem várias maneiras para elaboração de um esquema. Porém, é necessário que o esquema expresse palavras que contém a idéia principal.
Um esquema deve estar de acordo com a realidade. Deve-se sintetizar o tema e não modificá-lo, desenvolvendo o esquema de acordo com o tema.
Enfim, para elaboração de um esquema, são necessárias várias leituras do tema. Destas leituras precisa-se marcar um ponto de partida, destacar a idéia principal e seguir uma linha de fatos ligados entre si. Estes fatos devem conter as expressões principais.
2.3.1 Recomendações para elaboração de esquemas
a) Captar a estrutura da exposição do autor quer se trate de um livro, de uma seção, de um capítulo. Pode-se obter o esboço inicial a partir dos títulos, subtítulos e das epigrafes. Estas funcionam como guias e indicadores.
b) Colocar os títulos mais gerais numa margem e os subtítulos e divisões nas colunas subseqüentes e assim sucessivamente, caminhando da esquerda para a direita.
c) Utilizar o sistema de numeração progressiva (1, 1,1, 1,2, 1.2.1, 2 etc.) ou convencionar o uso de algarismos romanos, letras maiúsculas, minúsculas, números, etc., para indicar as divisões e subdivisões sucessivas.
d) Usar alguns símbolos convencionais e convencionar abreviaturas para poupar tempo e facilitar a captação rápida das idéias. Assim, por exemplo:
→ para indicar: “produz”, “decorre”, “por conseguinte”, “conduz a”, “resulta” etc. Ex.: grupo minoritário → marginalização;
♂ para indicar sexo masculino — homem;
♀ para indicar sexo feminino — mulher;
☺ para indicar sujeito — indivíduo, homem etc.
2.4 Exemplo
O industrialismo tem como imperativo máximo à conquista do velho pelo novo; e está forçando a humanidade a marchar através da história a um ritmo cada vez mais rápido. Porém, fixa somente a direção geral dessa marcha. A natureza geral do caminho define muitos caracteres específicos que de outra maneira aparecem como mistos e inclusive acidentais. Outra questão é porque um caminho ou outro é escolhido ou aceito pelos homens, ou imposto a eles. O industrialismo é introduzido por elites nativas ou estrangeiras, grupos de homens que pretendem conquistar a sociedade através da superioridade dos novos meios de produção. A nova sociedade, ao longo do tempo e sob um ou outro auspício, está sempre destinada a ganhar. A grande questão dramática não é se o industrialismo haverá de obter a supremacia, mas qual será seu enfoque conceitual da organização da industrialização.
2.4.1 Esquema do exemplo
Industrialismo
Conquista do velho pelo novo;
Fixa a direção geral da marcha.
Caminho
Define muito dos caracteres específicos;
Por que um ou outro é escolhido?
Elite
Deseja conquistar a sociedade;
A nova é destinada a ganhar;
Como organizará a industrialização.
REFERÊNCIA
1 LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 3. ed.; rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1991.
2 MARCANTONIO, Antonia Terezinha; SANTOS, Martha Maria dos; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Elaboração e divulgação do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1993.
3 ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração de trabalhos na graduação. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1999.
4 SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 10 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
5 SIMIÃO, Daniel Schroeter. et al. Organizando a Informação: esquema, fichamento, resumo.
6 NUNES, Luiz Antonio. Manual da monografia jurídica: como se faz uma monografia, uma dissertação, uma tese. 5. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo: Saraiva, 2007.
7 RAUEN, Fábio José. Roteiros de investigação científica. Tubarão: Ed. UNISUL, 2002.