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sábado, 22 de agosto de 2026
domingo, 7 de julho de 2013
TIPOLOGIAS TEXTUAIS
Muito se fala em gêneros, sobretudo em boa parte dos encontros que tivemos, você mesmo(a) teve a oportunidade de conhecer uma grande maioria deles, não é verdade? Pois bem, a partir de agora, você irá conhecer passo a passo acerca do porquê de um determinado texto pertencer a este ou àquele gênero, tendo em vista as tipologias textuais a que pertence cada situação comunicativa.
Nesse momento, você deve estar se perguntando acerca do porquê de estudarmos isso, uma vez que já possui conhecimentos básicos para distinguir uma modalidade da outra. Sim, mas você não pode se esquecer de que conhecendo as chamadas tipologias textuais, você irá adquirir ainda mais habilidades para produzir quaisquer que sejam os gêneros solicitados, pois elas representam a base de sustentação para todos eles, certo?
Dessa forma, vamos ter uma ideia acerca do que seja esse nosso assunto tão importante, visto que as tipologias textuais podem ser consideradas como finitas, enquanto que os gêneros, por caracterizarem as diversas situações sociocomunicativas que norteiam nosso cotidiano, apresentam-se como incontáveis, dada a razão de se revelarem como muitos. Vamos a elas (tipologias textuais), portanto:
Antes de conhecê-las, torna-se essencial compreendermos que a classificação se dá mediante a forma pela qual se apresentam constituídas, segundo as características de ordem linguística, ou seja, nesse aspecto, predominam aspectos lexicais, sintáticos, uso dos tempos verbais, relações lógicas, entre outros.
O quadro a seguir exporá um esquema comparativo das tipologias:
(Clique na figura para ampliá-la).
ESTUDO DO PARÁGRAFO-PADRÃO
1
Técnica de Elaboração de Parágrafo
O parágrafo é uma unidade de composição do texto constituída por
um ou mais de um período, em que se desenvolve determinada ideia central, ou nuclear,
à qual se agregam outras, secundárias,
intimamente relacionadas pelo sentido e logicamente decorrentes dela.
Segundo Othon M. Garcia, esse conceito se aplica a um tipo de
parágrafo considerado como padrão, e padrão não apenas no sentido de modelo, de
protótipo, que se deva ou que convenha imitar, dada a sua eficácia, mas também
no sentido de ser frequente, ou predominante, na obra de escritores – sobretudo
modernos – de reconhecido mérito.
Em geral, o parágrafo-padrão,
aquele de estrutura mais comum e mais eficaz, – o que justifica seja ensinado
aos principiantes – consta, sobretudo na dissertação e na descrição, de duas e,
ocasionalmente, de três partes: a introdução,
representada na maioria dos casos por um ou dois períodos curtos iniciais, em
que se expressa de maneira sumária e sucinta a ideia-núcleo (é o que passaremos a chamar daqui por diante de tópico frasal ou frase-núcleo); o desenvolvimento,
isto é, a explanação dessa ideia-núcleo; e a conclusão, mais rara, mormente nos parágrafos pouco extensos ou
naqueles em que a ideia central não apresenta maior complexidade.
(Idem, ibidem, p.206)
O desenvolvimento de um parágrafo por enumeração ou descrição de detalhes é dos mais comuns. Ocorre de preferência quando há tópico frasal explícito, como no exemplo abaixo extraído do livro O Mulato, de Aluísio Azevedo:
Era um dia
abafadiço e aborrecido. A pobre cidade de São Luís do Maranhão parecia
entorpecida pelo calor. Quase que se não podia sair à rua;
as pedras escaldavam; as vidraças e os lampiões faiscavam ao sol como enormes
diamantes; as paredes tinham reverberações de prata polida; as folhas das
árvores nem se mexiam; as carroças d’água passavam ruidosamente a todo
instante, abalando os prédios; e os aguadeiros, em mangas de camisa e perna
[calças] arregaçadas, invadiam sem cerimônia as casas para encher as banheiras
e os potes. Em certos pontos não se encontrava viva alma na rua; tudo estava
concentrado, adormecido; só os pretos faziam compras para o jantar, ou andavam
no ganho.
É um
parágrafo bom. Note-se a ideia central,
ou seja, a ideia núcleo expressa no
tópico frasal e desenvolvida através de ideias
secundárias e especificada através dos pormenores: as pedras, os lampiões,
as paredes, as folhas, etc. São detalhes que tornam viva a afirmação “era um
dia abafadiço e aborrecido”.
Leia
agora o parágrafo abaixo e perceba como o autor, através de certos detalhes,
consegue dar-nos uma ideia suficientemente clara do que ele considera como
emoção estética, parte da afirmação contida no tópico frasal, que está explícito:
Arte é tudo o que pode causar uma emoção
estética, tudo que é capaz de emocionar suavemente a nossa
sensibilidade, dando a volúpia do sonho e da harmonia, fazendo pensar em coisas
vagas e transparentes, mas iluminadas e amplas como o firmamento, dando-nos a
visão de uma realidade mais alta e mais perfeita, transportando-nos a um mundo
novo, onde a própria dor se justifica como revelação ou pressentimento de uma
volúpia sagrada. É, em conclusão, a energia criadora do ideal.
Perceba também que, no primeiro parágrafo, temos um
texto narrativo; ao passo que, o segundo é um parágrafo com um texto
dissertativo, onde o autor expressa a sua visão do que seja “arte”. Assim
sendo, podemos concluir que o processo de construção de parágrafos denominado
enumeração serve tanto para parágrafos deste gênero, quanto daquele.
3 Partes componentes do
parágrafo-padrão
Frase
inicial
- também
denominada tópico frasal, é constituída de uma ou duas frases curtas, que
expressam, de maneira sintética, a ideia principal do parágrafo, definindo seu
objetivo;
Frases
de desenvolvimento - corresponde a uma ampliação do tópico frasal, com apresentação de
ideias secundárias que o fundamentam ou esclarecem;
Frase
de conclusão - nem sempre presente, especialmente nos parágrafos mais curtos e
simples, a conclusão retoma a ideia central, levando em consideração os
diversos aspectos selecionados no desenvolvimento.
Mais um exemplo. Leia o parágrafo abaixo e veja onde cada tipo de frase ocorre:
A “internet” é uma
rede mundial de computadores que não pertence a nenhum governo ou empresa.
Surge nos Estados Unidos, na década de 60, na época da Guerra Fria, com base em
uma rede de informações militares que interliga centros de comando e de
pesquisa bélica. Para atender à necessidade militar de proteger os sistemas de
defesa do país no caso de um ataque nuclear, a rede não tem um
"centro" que poderia servir de alvo principal ao inimigo. Nos anos 70
começa a ser utilizada pela comunidade acadêmica mundial, e, em 1975, são
feitas as primeiras ligações internacionais. Nesse período, os computadores
conectados não passam de 200. Em 1997, segundo a Direct Marketing Association
(DMA) e a Price Waterhouse, empresas norte-americanas de consultoria em
marketing, o número de usuários chega a 60 milhões em todo o mundo. De acordo
com as projeções de crescimento, deve alcançar 300 milhões no ano 2000.
O tópico frasal é de suma importância tanto para quem escreve quanto para quem lê o parágrafo.
Ø Para quem escreve, é importante para não “se perca” ao escrever, pois terá aquela ideia como base do parágrafo, evitando assim um aglomerado de ideias soltas. O tópico frasal será o seu “norte”.
Ø Para o leitor, é importante porque, ao iniciar a leitura do parágrafo tópico frasal, ele já sabe que ideia irá encontrar ao longo do parágrafo.
Observe como os tópicos-frasais bem elaborados encaminham boas argumentações nos exemplos a seguir.
Todos sabem que a cada dia se torna mais difícil trafegar pelas ruas da capital amazonense. Com a facilidade que existe hoje para se adquirir um automóvel, o número de veículos em circulação vem crescendo em larga escala. Só que a cidade não foi preparada para essa nova realidade. Cresceu rápida e desordenadamente nas últimas décadas, sem ruas e bairros planejados para a grande demanda de carros. Isso, somado à falta de preparo de motoristas e pedestres, resultou no trânsito confuso e estressante de hoje.
(Carlos Guedelha)
Quatro funções básicas têm sido atribuídas aos meios de comunicação: informar, divertir, persuadir e ensinar. A primeira diz respeito à difusão de notícias, relatos e comentários sobre a realidade. A segunda atende à procura de distração, de evasão, de divertimento por parte do público. A terceira procura persuadir o indivíduo, convencê-lo a adquirir certo produto. A quarta é realizada de modo intencional ou não, por meio de material que contribui para a formação do indivíduo ou para ampliar seu acervo de conhecimentos.
(Samuel P. Netto)
O Brasil tem 31 milhões de crianças, destas, apenas três milhões terminarão o curso secundário. É uma forma de abandono disfarçado, mesmo daquelas que não dormem na rua. Um programa educacional para todas essas crianças não se fará pela lógica do crescimento econômico, mas sim usando um crescimento econômico que seja subordinado e compatível com a educação.
(Cristóvam Buarque, Humanidades, n. 1, 1992. pp. 10-12)
A globalização é o estágio supremo da internacionalização. O processo de intercâmbio entre países, que marcou o desenvolvimento do capitalismo desde o período mercantil dos séculos XVII e XVIII, expande-se com a industrialização, ganha novas bases com a grande indústria nos fins do século XIX e, agora, adquire mais intensidade, mais amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se envolvido em todo tipo de trocas: técnicas, comerciais, financeiras, culturais.
(Milton Santos, Folha de S. Paulo, 5 abr. 1996)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
REDAÇÃO em concurso público
O corriqueiro adágio “Em terra de sapo, de cócoras com ele” parece ainda não ter sido compreendido pela maioria esmagadora dos “concurseiros” de São Luís do Maranhão. Porém, já foi muito bem compreendido pelas instituições que necessitam de servidores cada vez mais capazes de se comunicarem e de lerem eficazmente.O lançamento dos editais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e do Tribunal de Justiça (TJ) do Maranhão não deixam dúvidas sobre essa questão. Ambos solicitam em suas avaliações a prova discursiva como um instrumento medidor de uma série de conhecimentos. Chamo-a instrumento porque é capaz de mensurar não só parte do conhecimento específico e de mundo, mas também por ser capaz de verificar as habilidades linguísticas e o repertório vocabular dos candidatos.
O concurso do TRE solicita prova discursiva para os cargos de nível superior (Analistas Judiciários). A prova terá caráter eliminatório e classificatório e valerá até 10,00 (dez) pontos. Consistirá na elaboração de um texto, de 30 (trinta) linhas no máximo, acerca dos temas elencados no item 14 do edital elaborado pelo Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB), dentre os quais podem ser destacados os assuntos relacionados a Direito Constitucional, a Direito Administrativo, a Administração Pública, a Direito Civil e Penal, a Direito Eleitoral, a Atualidades em geral. Além disso, a banca avaliará o domínio do candidato sobre a língua portuguesa escrita em nível culto, o manuseio dos recursos coesivos e denotadores de coerência para a elaboração de um texto que, segundo o edital, pode ser narrativo, descritivo ou dissertativo.
Já o Instituto de Estudos Superiores do Extremo Sul (IESES) deu à redação um caráter mais abrangente: exigiu a modalidade de prova discursiva para todos os cargos, de nível fundamental a nível superior. Também a estrutura da prova é totalmente diferente. No concurso do TJ-MA, a prova discursiva para os cargos de nível superior e de nível médio constará de 5 (cinco) questões teóricas e/ou práticas, que consistirão na execução de atos próprios do cargo-especialidade a ser provido, e versarão sobre as disciplinas e respectivos programas de cargo-especialidade, indicados para a prova objetiva apresentados no edital do concurso, como, por exemplo, noções de Administração Geral e Administração Financeira e Orçamentária ,para o cargo de Analista Judiciário – Especialidade Administrador; noções de Sistemas Operacionais, Internet, Engenharia de Informação, Linguagens de Programação, para o cargo de Analista Judiciário – Especialidade Analista de Sistemas – Desenvolvimento; noções de Administração Geral, Comunicação e seus Elementos, Gerenciamento eletrônico de Documentos – GED –, Expedição de Correspondência Oficial ,para o cargo de Técnico Judiciário – Especialidade Apoio Técnico Administrativo. Já os cargos de nível fundamental, Auxiliar Judiciário – Especialidade Apoio Administrativo e Auxiliar Judiciário – Especialidade Telefonista, terão como prova discursiva 2 (duas) questões, versando sobre assuntos relacionados à Organização Judiciária do Maranhão, 1 (uma) questão de Matemática,abrangendo os programas indicados para a Prova de Conhecimentos Básicos, e 1 (uma) redação. Os critérios de elaboração das respostas nas provas discursivas também são diferenciados em alguns pontos: as provas de nível superior deverão ter respostas apresentadas em um mínimo de 20 (vinte) e um máximo de 30 (trinta) linhas, cada uma; as provas de nível médio e fundamental, terão respostas variando entre 10 (dez) e 15 (quinze) linhas cada resposta; já a redação prevista para os cargos de nível fundamental deverá ser construída com no mínimo 20 (vinte) e no máximo 30 (trinta) linhas.
Todas as provas que envolvem a produção textual avaliarão a um só tempo as habilidades linguísticas dos candidatos, bem como a sua capacidade de síntese, de leitura, de percepção de enunciados. Todos sabem disso. Entretanto, há um provérbio chinês que alerta “uma coisa é saber que o caminho existe, outra é conhecê-lo”. Muitos candidatos sabem quais são os critérios a serem julgados numa prova de redação. Muitos candidatos sabem que é a redação que definirá muito bem a posição de cada aprovado nestes concursos. Muitos sabem, mas poucos se deram ao trabalho (árduo trabalho) de procurar trilhar este caminho.
Muitos jovens atravessaram o tortuoso caminho de sua formação intelectual lendo pouco e escrevendo menos ainda. Passaram pela educação, mas não deixaram a educação marcar-lhes profundamente as habilidades. Salvo os que não sabem porque não tiveram acesso à boa escola e a bons mestres, a grande maioria dos candidatos que pleiteiam uma vaga no TRE e no TJ acumulou dúvidas, vícios de linguagem, dificuldades de toda sorte em matéria de produção textual.
Agora, é chegada a hora das cobranças. E quem foi maduro o suficiente para perceber suas falhas, seus pontos fracos, e antecipou-se estudando com afinco e com antecedência, treinando a redação sob orientação de professores, informando-se, não poupando esforços para se superar, está prestes a coroar com vitória a sua trajetória de trabalho e dedicação.
Fazer diferente é ponto fundamental para vencer e aprender. Assumir novas posturas frente ao estudo é condição substantiva para tal empreendimento. Por isso, faça diferente a aprenda!
Boa sorte a todos.
Prof. Adeildo Júnior.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
DICAS PARA SE FAZER UMA BOA DISSERTAÇÃO
CONCEITO: Dissertar é expor idéias, é apresentar juízos, é argumentar, assumindo ou não uma posição em relação a um assunto.
Nesse sentido, podemos ter dois tipos de dissertação:
1. DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA - É aquela que apresenta uma abordagem crítica sobre determinado assunto. É a defesa do ponto de vista de quem escreve.
2. DISSERTAÇÃO EXPOSITIVA - É aquela que aborda uma verdade indiscutível. É a exposição de idéias sem tomar uma posição sobre elas. Tem apenas a intenção de informar.
ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO
INTRODUÇÃO: É a apresentação do assunto a ser desenvolvido; É a tese, a idéia inicial, sem muitas explicações.
DESENVOLVIMENTO: É a elaboração discursiva da INTRODUÇÃO. É a justificativa da idéia inicial, com a apresentação de mais detalhes, exemplos, citações, etc.
CONCLUSÃO: É a síntese do DESENVOLVIMENTO. Retomada da idéia inicial, com a apresentação de um resumo do que foi exposto ou argumentado no DESENVOLVIMENTO.
CUIDADOS PRELIMINARES
1. Ler atentamente o tema, procurando entender perfeitamente o que é pedido, e se o valor das palavras que compõem o tema é conotativo ou denotativo;
2. Conhecer o tema a ser desenvolvido. Nesse sentido, a leitura permanente de bons livros, jornais e revistas é fundamental;
3. Delimitar o assunto. Partindo de um tema aberto, amplo, procurar restringi-lo a um de seus aspectos, tornando-o assim um tema fechado, restrito.
Exemplo:
ASSUNTO = "Carnaval" = tema aberto, amplo, abrangente; "A Nudez no Carnaval" = tema fechado, específico, delimitado.
4. Refletir sobre o tema. Procurando analisar o ponto de vista assumido, sua forma e suas variantes;
5. Planejar a elaboração de cada etapa da estrutura dissertativa (INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO E CONCLUSÃO);
6. Fazer um esboço, um rascunho inicial, no qual geralmente são feitas diversas alterações antes de se redigir o texto final;
7. Procurar redigir sempre na 3ª pessoa do singular ou do plural, ou ainda, na 1ª do plural para tornar o texto mais impessoal, evitando, dessa forma, expressões do tipo "na minha opinião...", "eu penso que...", "eu acho que...", etc.;
8. Procurar desenvolver uma habilidade e um estilo de expressão próprios;
9. Manter sempre objetividade e clareza na abordagem do tema;
10. Escolher, logo de início, um título bem adequado que servirá de guia, de orientação para o perfeito desenvolvimento do assunto a ser abordado. O título, na realidade, deve ser a síntese do assunto proposto pelo tema.
NOÇÕES DE DISSERTAÇÃO OBJETIVA E SUBJETIVA
DISSERTAÇÃO OBJETIVA - É a apresentação do assunto de maneira impessoal, caracterizada pela linguagem denotativa. Texto onde prepondera a razão.
DISSERTAÇÃO SUBJETIVA - É a apresentação do assunto de maneira introspectiva, provocando a emoção do leitor e caracterizada pela linguagem conotativa.
CORREÇÃO DO TEXTO
Principais cuidados que devem ser tomados ao término da dissertação:
1. ADEQUAÇÃO: Verificar se o texto está adequado ao tema e à modalidade propostos;
2. COERÊNCIA: Observar se houve um começo, meio e fim coerentes e sequenciais, de acordo com a tese defendida;
3. CLAREZA: Entendimento perfeito das idéias expostas, sem a presença de ambiguidades. Para isso, tomar cuidado com a parte gramatical;
4. COESÃO: Organização lógica das frases, dos parágrafos e do texto como um todo.
MODELO SIMPLIFICADO DE UMA REDAÇÃO DISSERTATIVA
ASSUNTO: Opinião. TEMA (DELIMITAÇÃO DO ASSUNTO): Direito de expor sua opinião. Existe ou não este direito?
TÍTULO: UMA NECESSIDADE HUMANA
INTRODUÇÃO: Apresentação da tese com seus argumentos.
ARGUMENTOS PARA SER DESENVOLVIDOS: 1) Necessidade de expor suas idéias, ou seja, é inerente ao ser humano a condição de dizer o que pensa;
2) Superação do interlocutor, ou seja, numa discussão, é a tentativa de convencer a pessoa com quem se dialoga de que você está certo;
2) Superação do interlocutor, ou seja, numa discussão, é a tentativa de convencer a pessoa com quem se dialoga de que você está certo;
Exemplo de Introdução:
"Como todo ser humano, emitimos nossas opiniões, sendo ou não solicitados, uma vez que a necessidade de expor nossas idéias é uma constante, além de nos sentirmos com a sensação de que sobrepujamos eventuais interlocutores."
Exemplo de Desenvolvimento:
"Percebermo-nos capazes de abordar qualquer assunto, independente da convicção que tenhamos sobre ele, alimenta-nos o ego, resgatando a própria imperfeição humana. Reconhecermo-nos aptos para toda discussão, confere-nos o poder, visto que o homem precisa dele para se sentir forte.
Não menos verdade é a satisfação de superarmos aquele de quem discordamos, não nos importando para isso quais recursos utilizemos, pois nos oferece a vitória e o poder, dominando o oponente pela nossa capacidade de persuasão. Entregamo-nos, então, uma medalha de autoconhecimento, o que nos alimenta substancialmente."
Não menos verdade é a satisfação de superarmos aquele de quem discordamos, não nos importando para isso quais recursos utilizemos, pois nos oferece a vitória e o poder, dominando o oponente pela nossa capacidade de persuasão. Entregamo-nos, então, uma medalha de autoconhecimento, o que nos alimenta substancialmente."
Exemplo de Conclusão:
"Dessa forma, é sempre muito importante termos uma opinião, pois através dela, não só suprimos uma grande necessidade que sentimos, como também vemos prostrado aquele que nos ousou desafiar."
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
CITAÇÃO, O COLABORADOR TEXTUAL
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Suponha que você esteja fazendo um trabalho literário, e necessite do trecho duma obra pesquisada para comprovar sua afirmação. Neste caso você teria de recorrer a citação. Portanto, a citação seria: trechos de textos consultados, considerados relevantes, para a elaboração de um trabalho textual, e que colaboram com as idéias do pesquisador.
Segundo a ABNT (2002), as citações são classificadas em três tipos: Citação Direta; Citação Indireta e Citação de Citação.
------ CITAÇÃO DIRETA NO TEXTO ------
É a transcrição, no corpo do trabalho, de um texto ou palavras, tal qual, consta na obra pesquisada, isto é, litertalmente. Neste caso, devemos colocar o sobrenome do autor, o ano da obra consultada e o número da página consultada.
Citação até Três Linhas – deve ser inserida no parágrafo, entre aspas duplas. Há duas maneiras possíveis: na primeira trazemos o autor para o contexto da redação, empregando termos, como: segundo, de acordo com, afirma, relata, conceitua, descreve, etc. Na segunda, informamos, entre parênteses, o autor, a obra, a data e a página, ao final da citação. Veja os exemplos:
Com a difusão da máquina de escrever, segundo Houaiss, Elementos de Bibliografia (1967, Vol.I, p.65), “há uma tendência progressiva para fazer base do autógrafo um texto datilográfico, sobretudo daqueles autores que são datilógrafos de si mesmos”.
Com a difusão da máquina de escrever, “há uma tendência progressiva para fazer base do autógrafo um texto datilográfico, sobretudo daqueles autores que são datilógrafos de si mesmos”. ( Houaiss, Elementos de Bibliografia, 1967, Vol.I, p.65)
Citação até Três Linhas pelo Sitema Numérico - nesse sistema, a fonte da qual foi extraída a citação é indicada em nota de rodapé, no final da página, do capítulo ou do artigo. A numeração no texto da citação deve ser feita de maneira única e consecutiva para todo o trabalho ou para cada capítulo. Deve ser feita, de preferência, com os números situados um pouco acima da linha de texto (sobrescrito), e, ao final da citação. As outras opções são: colocar o número entre parênteses (1) ou entre colchetes [1]:
Com a difusão da máquina de escrever, “há uma tendência progressiva para fazer base do autógrafo um texto datilográfico, sobretudo daqueles autores que são datilógrafos de si mesmos¹” .
A indicação dos dados da fonte deverá estar situada na mesma página, em forma de notas de rodapé ou ao final de cada capítulo, ou ainda, no final do texto:
_________________
1. Houaiss, Elementos de Bibliografia, 1967, Vol.I, p.65
Quando várias notas de rodapé se referem a uma mesma obra e mesmo autor, deve ser usada a expressão [idem] ou sua abreviação, [id.] (= mesmo autor, ou igual à anterior) e [ibidem] ou a sua abreviação, [ibid.] (= mesma obra). A expressão [Idem] substitui só o autor e não as diferentes obras. Ex.:
2. Idem, Ibidem., p. 190.
Quando for citar novamente um autor, e não quiser dar toda a referência, use [op.cit.], que é abreviação de opus citatun, (obra citada). Cuidado com [Op. cit.] Se esta referência ficar muito distante da primeira referência que fez, por exemplo, em outro capítulo, faça-a de modo completo.
2. Houaiss ,op. cit , p. 194.
A utilização desse sistema não dispensa a apresentação da lista de referências bibliográficas ao final do trabalho.
Citação com mais de Três Linhas – deve ser destacada, pulando-se uma linha para iniciar a transcrição da citação, com recuo maior da margem esquerda, sem aspas e crédito(s) do(s) autor(res) ao final da citação:
É assim que podemos acompanhar Henry Esmond ao longo de toda a sua vida e que Hamlet poucas horas passará conosco. Em um dia de leitura podemos viver anos e anos da existência das personagens de uma ficção. Nas poucas horas que dura uma tragédia, pouco mais viveremos que os derradeiros momentos do herói. (SIMÕES, JOÃO GASPAR. Ensaio sobre a Criação no Romance, 1944, p.14)
Quando o crédito do autor não estiver entre parênteses devem ser redigido em letras maiúsculas e minúsculas.
[...] A ficção não pretende fornecer um simples retrato da realidade, mas antes criar uma imagem da realidade, uma reinterpretação, uma revisão. É o espetáculo da vida através do olhar interpretativo do artista, a interpretação artística da realidade.
COUTINHO, Afrânio. Notas de Teoria Literária, 1978, p.18.
Citação com Trechos Omitidos - trechos dispensáveis ao entendimento da citação podem ser omitidos, desde que não alterem o argumento do autor; para isso utilizamos colchetes e reticências [...] a fim de indicar a omissão. Do mesmo modo, se a supressão ocorrer no início ou no final da citação:
Em suma, constituem “diversos momentos do movimento dramático [...] fases de ação, são eles mesmos ações”. (HEGEL, Estética. TR. Port., 1964, p. 393)
---- CITAÇÃO INDIRETA ----
É a trancrição livre do texto, isto é, usamos nossas próprias palavras para expor a idéia do autor. Podemos, ainda, se o trecho for muito longo, intrepretar a idéia do autor e fazermos uma síntese.
Nesse tipo de citação, não se utiliza as aspas; mas o autor, a fonte e a data de publicação devem ser citados. Não é obrigatório colocar o número de páginas, mas se o fizer deve repitir erm todas as outras citações.
Como lembra Martins (1984), o futuro desenvolvimento da informação está cada dia mais dependente de um plano unificado de normalização.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
No caso de citações de periódicos informamos: o sobrenome do autor, o título do artigo, o nome da revista ou jornal, o ano, número e páginas que encerram a matéria.
Acréscimos e/ou comentários, quando necessários à compreensão de algo dentro da citação, aparecem entre colchetes [].
Para se destacar palavra, frases, em uma citação, usa-se o grifo, o negrito ou o itálico, seguido da expressão grifo meu ou destaques meus, ou ainda, grifo do autor, entre parênteses e após a citação:
[...]; ela diz (sic) que contraiu o vírus através de uma transfusão, “em uma entrevista coletiva” [destaque meu]. (Sic = assim)
Quando se tratar de dados obtidos através de informação verbal (palestras, debates, comunicações, etc.), indicar entre parênteses a expressão "informação verbal", mencionando-se os dados disponíveis somente em nota de rodapé.
Algumas expressões latinas usadas somente em notas de rodapé:
Cf. = confira; confronte. Ex.: Cf. João Gaspar, 1998.
Loc. cit. ou loco citato = no lugar citado.
Passim = aqui e ali; em diversas passagens (do texto referido).
Et seq. ou sequentia =seguinte ou que se segue
E.g. ou exempli gratia = por exemplo.
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Fontes: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS; ABNT 2002. p1.
www.ufrgs.br/faced/setores/biblioteca/citacoes.html
Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário.
Se você encontrar erros (inclusive de português), por favor, me informe.
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Suponha que você esteja fazendo um trabalho literário, e necessite do trecho duma obra pesquisada para comprovar sua afirmação. Neste caso você teria de recorrer a citação. Portanto, a citação seria: trechos de textos consultados, considerados relevantes, para a elaboração de um trabalho textual, e que colaboram com as idéias do pesquisador.
Segundo a ABNT (2002), as citações são classificadas em três tipos: Citação Direta; Citação Indireta e Citação de Citação.
------ CITAÇÃO DIRETA NO TEXTO ------
É a transcrição, no corpo do trabalho, de um texto ou palavras, tal qual, consta na obra pesquisada, isto é, litertalmente. Neste caso, devemos colocar o sobrenome do autor, o ano da obra consultada e o número da página consultada.
Citação até Três Linhas – deve ser inserida no parágrafo, entre aspas duplas. Há duas maneiras possíveis: na primeira trazemos o autor para o contexto da redação, empregando termos, como: segundo, de acordo com, afirma, relata, conceitua, descreve, etc. Na segunda, informamos, entre parênteses, o autor, a obra, a data e a página, ao final da citação. Veja os exemplos:
Com a difusão da máquina de escrever, segundo Houaiss, Elementos de Bibliografia (1967, Vol.I, p.65), “há uma tendência progressiva para fazer base do autógrafo um texto datilográfico, sobretudo daqueles autores que são datilógrafos de si mesmos”.
Com a difusão da máquina de escrever, “há uma tendência progressiva para fazer base do autógrafo um texto datilográfico, sobretudo daqueles autores que são datilógrafos de si mesmos”. ( Houaiss, Elementos de Bibliografia, 1967, Vol.I, p.65)
Citação até Três Linhas pelo Sitema Numérico - nesse sistema, a fonte da qual foi extraída a citação é indicada em nota de rodapé, no final da página, do capítulo ou do artigo. A numeração no texto da citação deve ser feita de maneira única e consecutiva para todo o trabalho ou para cada capítulo. Deve ser feita, de preferência, com os números situados um pouco acima da linha de texto (sobrescrito), e, ao final da citação. As outras opções são: colocar o número entre parênteses (1) ou entre colchetes [1]:
Com a difusão da máquina de escrever, “há uma tendência progressiva para fazer base do autógrafo um texto datilográfico, sobretudo daqueles autores que são datilógrafos de si mesmos¹” .
A indicação dos dados da fonte deverá estar situada na mesma página, em forma de notas de rodapé ou ao final de cada capítulo, ou ainda, no final do texto:
_________________
1. Houaiss, Elementos de Bibliografia, 1967, Vol.I, p.65
Quando várias notas de rodapé se referem a uma mesma obra e mesmo autor, deve ser usada a expressão [idem] ou sua abreviação, [id.] (= mesmo autor, ou igual à anterior) e [ibidem] ou a sua abreviação, [ibid.] (= mesma obra). A expressão [Idem] substitui só o autor e não as diferentes obras. Ex.:
2. Idem, Ibidem., p. 190.
Quando for citar novamente um autor, e não quiser dar toda a referência, use [op.cit.], que é abreviação de opus citatun, (obra citada). Cuidado com [Op. cit.] Se esta referência ficar muito distante da primeira referência que fez, por exemplo, em outro capítulo, faça-a de modo completo.
2. Houaiss ,op. cit , p. 194.
A utilização desse sistema não dispensa a apresentação da lista de referências bibliográficas ao final do trabalho.
Citação com mais de Três Linhas – deve ser destacada, pulando-se uma linha para iniciar a transcrição da citação, com recuo maior da margem esquerda, sem aspas e crédito(s) do(s) autor(res) ao final da citação:
É assim que podemos acompanhar Henry Esmond ao longo de toda a sua vida e que Hamlet poucas horas passará conosco. Em um dia de leitura podemos viver anos e anos da existência das personagens de uma ficção. Nas poucas horas que dura uma tragédia, pouco mais viveremos que os derradeiros momentos do herói. (SIMÕES, JOÃO GASPAR. Ensaio sobre a Criação no Romance, 1944, p.14)
Quando o crédito do autor não estiver entre parênteses devem ser redigido em letras maiúsculas e minúsculas.
[...] A ficção não pretende fornecer um simples retrato da realidade, mas antes criar uma imagem da realidade, uma reinterpretação, uma revisão. É o espetáculo da vida através do olhar interpretativo do artista, a interpretação artística da realidade.
COUTINHO, Afrânio. Notas de Teoria Literária, 1978, p.18.
Citação com Trechos Omitidos - trechos dispensáveis ao entendimento da citação podem ser omitidos, desde que não alterem o argumento do autor; para isso utilizamos colchetes e reticências [...] a fim de indicar a omissão. Do mesmo modo, se a supressão ocorrer no início ou no final da citação:
Em suma, constituem “diversos momentos do movimento dramático [...] fases de ação, são eles mesmos ações”. (HEGEL, Estética. TR. Port., 1964, p. 393)
---- CITAÇÃO INDIRETA ----
É a trancrição livre do texto, isto é, usamos nossas próprias palavras para expor a idéia do autor. Podemos, ainda, se o trecho for muito longo, intrepretar a idéia do autor e fazermos uma síntese.
Nesse tipo de citação, não se utiliza as aspas; mas o autor, a fonte e a data de publicação devem ser citados. Não é obrigatório colocar o número de páginas, mas se o fizer deve repitir erm todas as outras citações.
Como lembra Martins (1984), o futuro desenvolvimento da informação está cada dia mais dependente de um plano unificado de normalização.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
No caso de citações de periódicos informamos: o sobrenome do autor, o título do artigo, o nome da revista ou jornal, o ano, número e páginas que encerram a matéria.
Acréscimos e/ou comentários, quando necessários à compreensão de algo dentro da citação, aparecem entre colchetes [].
Para se destacar palavra, frases, em uma citação, usa-se o grifo, o negrito ou o itálico, seguido da expressão grifo meu ou destaques meus, ou ainda, grifo do autor, entre parênteses e após a citação:
[...]; ela diz (sic) que contraiu o vírus através de uma transfusão, “em uma entrevista coletiva” [destaque meu]. (Sic = assim)
Quando se tratar de dados obtidos através de informação verbal (palestras, debates, comunicações, etc.), indicar entre parênteses a expressão "informação verbal", mencionando-se os dados disponíveis somente em nota de rodapé.
Algumas expressões latinas usadas somente em notas de rodapé:
Cf. = confira; confronte. Ex.: Cf. João Gaspar, 1998.
Loc. cit. ou loco citato = no lugar citado.
Passim = aqui e ali; em diversas passagens (do texto referido).
Et seq. ou sequentia =seguinte ou que se segue
E.g. ou exempli gratia = por exemplo.
_____________________________
Fontes: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS; ABNT 2002. p1.
www.ufrgs.br/faced/setores/biblioteca/citacoes.html
Agradeço a leitura e, antecipadamente, qualquer comentário.
Se você encontrar erros (inclusive de português), por favor, me informe.
sábado, 31 de maio de 2008
Esquema Básico de Dissertação
Imagine que você queira dissertar sobre o seguinte tema:Tema
Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos.
Sua primeira providência deve ser copiar este tema em uma folha de rascunho e fazer a pergunta: POR QUÊ?
Ao iniciar sua reflexão sobre o tema proposto e sobre uma possível resposta para a questão, procure recordar-se do que já leu ou ouviu a respeito dele. É quase certo que você tenha ao menos uma noção acerca de qualquer tema que lhe vier a ser apresentado.
O ideal, para que sua dissertação explore suficientemente o assunto, é que você obtenha duas ou três “respostas” para a questão formulada: estas “respostas” chamam-se argumentos. Vejamos agora que argumentos poderíamos encontrar para este tema. Uma possibilidade é pensar que um dos sérios problemas que o homem não consegue resolver é o da miséria. Assim, já teríamos o primeiro argumento:
Existem populações imersas em completa miséria.
Pensando um pouco mais nos problemas que enfrentamos, poderíamos formular o segundo argumento:
A paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais.
Refletindo um pouco mais sobre as questões que afligem a humanidade, logo lembramos do desequilíbrio ecológico, que pode ser nosso terceiro argumento:
O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Viu como foi fácil? Os argumentos selecionados são exaustivamente noticiados por qualquer meio de comunicação.
TEMA
Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos.
1. Existem populações imersa em completa miséria.
2. A paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais.
3. O meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Você pode encontrar outros argumentos além destes apresentados acima que justifiquem a afirmação proposta pelo tema. A única exigência é que eles se relacionem com o assunto sobre o qual está escrevendo.
Uma vez estabelecido o tema e os três argumentos, você já dispõe do necessário para, agora, na folha definitiva, começar a redigir sua dissertação. Ela deverá constar de três partes fundamentais: Introdução. Desenvolvimento e Conclusão.
Vamos agora redigir o primeiro parágrafo, ou seja, a Introdução, baseando-nos no quadro acima. Para compô-la, basta que você copie o tema e a ele acrescente os três argumentos, assim como aparecem no quadro. Veja como poderia ser:
Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Observe que, na Introdução, os argumentos são apenas mencionados. Neste primeiro parágrafo informamos o assunto de que a dissertação vai tratar; cada argumento será convenientemente desenvolvido nos parágrafos seguintes. Repare nas palavras pois e além do mais, colocadas neste texto para ligar as diferentes partes da Introdução. São elas que reúnem o tema aos argumentos. Depois de terminado o parágrafo da Introdução, você poderá passar ao Desenvolvimento, explicando cada um dos argumentos expostos acima.
Assim, no próximo parágrafo, escreva tudo o que souber sobre o fato de existirem populações miseráveis.
Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis – estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos –, encontramos legiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vamos com tristeza a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.
Neste parágrafo, a coesão se dá pelo conteúdo do segundo parágrafo, que inteiramente retoma o conteúdo do primeiro argumento exposto na introdução.
No entanto, como você pode perceber, convém, vez por outra, lançar mão de certos exemplos para comprovar suas afirmações.
No parágrafo seguinte desenvolve-se o segundo argumento:
Além disso, nestas últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coréia, as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iuguslávia, em alguns países membros da Comunidade dos Estados Independestes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.
Note a presença da expressão Além disso no início do parágrafo, que estabelece a ligação com o parágrafo anterior. Ela deve ser colocada para evidenciar o fato de que os parágrafos se relacionam entre si.
Falemos agora do terceiro argumento:
Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por transformar em local inabitável.
Observe a expressão Outra preocupação constante, colocada no início deste parágrafo. Ela é o elemento de ligação com o parágrafo anterior do Desenvolvimento. Estabelece a conexão entre os argumentos apresentados.
Para que sua dissertação fique completa, falta apenas elaborar um último parágrafo que se denomina Conclusão. Para isso, é preciso que analisemos suas partes constitutivas.
A Conclusão pode iniciar-se com uma expressão que remeta ao que foi dito nos parágrafos anteriores (expressão inicial). A ela deve seguir-se uma reafirmação do tema proposto no início da redação. No final do parágrafo, é interessante colocar uma observação, fazendo um comentário sobre os fatos mencionados ao longo da dissertação.
Com base nessa orientação, já podemos redigir o parágrafo final, ou seja, a Conclusão.
Em virtude de tudo isso, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os grandes problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.
OBSERVAÇÃO:
Caso você deseje, é possível que a Conclusão seja formada apenas pelo comentário final, dispensando o início, constituído pela expressão inicial e reafirmação do tema; eles atuam apenas como reforço, como ênfase ao problema abordado.
Agora, reunindo todos os parágrafos escritos, temos a dissertação completa, acrescida de um título:
Terra: uma preocupação constante
Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a paz é interrompida freqüentemente por conflitos internacionais e, além do mais, o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico.
Embora o planeta disponha de riquezas incalculáveis – estas, mal distribuídas, quer entre Estados, quer entre indivíduos – encontramos legiões de famintos em pontos específicos da Terra. Nos países do Terceiro Mundo, sobretudo em certas regiões da África, vemos com tristeza, a falência da solidariedade humana e da colaboração entre as nações.
Além disso, nestas últimas décadas, temos assistido, com certa preocupação, aos inúmeros conflitos internacionais que se sucedem. Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coréia, as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos na antiga Iugoslávia, em alguns países membros da Comunidade dos Estados Independentes, sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou.
Outra preocupação constante é o desequilíbrio ecológico, provocado pela ambição desmedida de alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões, acabe por se transformar em local inabitável.
Em virtude de tudo isso, somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os grandes problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras, para podermos suportar as adversidades e construir um mundo que, por ser justo e pacífico, será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.
Caso você deseje fazer uma dissertação um pouco menor, basta usar dois argumentos em vez de três.
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