sexta-feira, 24 de maio de 2013


Formas Gráficas Variantes

Definição
     Formas gráficas variantes são formas equivalentes que apresentam mais de uma grafia.

     O Pequeno Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (PVOLP), para respeitar, provavelmente, usos de diversos níveis ou padrões linguísticos, registra inúmeras formas variantes.


Lista de formas gráficas variantes


abdome e abdômen
açoitar, açoite e açoutar, açoute
afeminado e efeminado
afoito ou afouto
aluguel ou aluguer
antiguidade e antiguidade*
aritmética e arimética
arrebitar e rebitar
arremedar e remedar
assoalho e soalho
assobiar e assoviar
assoprar e soprar
azalea e azaleia
bêbado e bêbedo
bilhão e bilião
bílis e bile
biscoito e biscouto
bombo e bumbo
bravo e brabo
caatinga e catinga
cãibra e câimbra
caíque e caíco
cálice e cálix
carroçaria e carroceria
catorze e quatorze
catucar e cutucar
chipanzé e chimpanzé
cobarde e covarde
cociente e quociente
coisa e cousa
cota e quota
cotidiano e quotidiano
cotizar e quotizar
cuspe e cuspo
degelar e desgelar
demonstrar e demostrar
dependurar e pendurar
desenxavido e desenxabido
elucubração e lucubração
enfarte e infarto
engambelar e engabelar
entoação e entonação
enumerar e numerar
equivaler e equivaler*
equivalente e equivalente*
espuma e escuma
estalar e estralar
este e leste
exorcizar e exorcismar
fação e facção
flauta e frauta
flecha e frecha
fleuma e flegma
geringonça e gerigonça
gorila e gorilha
gueixa e guexa
heem? e hein?
hemorroidas e hemorroides
homogeneizar e homogenizar
húmus e humo
impingem e impigem
imundícia, imundície e imundice
intrincado e intricado
lantejoula e lentejoula
lânguido e lânguido*
lide e lida
limpar e alimpar
liquidar e liquidar*
liquidificador e liquidificador*
líquido e líquido*
lisonjear e lisonjar
lótus e loto
louça e loiça
louro e loiro
macaxeira e macaxera
maçom e mação
maltrapilho e maltrapido
maquiagem e maquilagem
marimbondo e maribondo
melancólico e merencório
menosprezo e menospreço
mobiliar, mobilhar e mobilar
neblina e nebrina
nenê, neném e nenen
olimpíada e olimpíade
parênteses e parêntesis
percentagem e porcentagem
pitoresco, pinturesco e pintoresco
plancha e prancha
pólen e polem
presépio e presepe
quadrênio e quatriênio
quatrilhão e quatrilião
rádio e radium
radioatividade e radiatividade
rastro e rasto
registro e registo
relampear e relampejar
remoinho e redemoinho
retorquir e retorquir*
salobra e salobre
sanguinário e sanguinário*
sanguíneo e sanguíneo*
seção e secção
selvageria e selvajaria
séquito e séquito*
sobressalente e sobresselente
súbdito e súdito
subtil e sutil
surripiar e surrupiar
susceptível e suscetível
taberna e taverna
taramela e tramela
televisar e televisionar
tesoura e tesoira
tesouro e tesoiro
toicinho e toucinho
transvestir e travestir
treinar e trenar
tríade e tríada
trilhão e trilião
vasculhar e basculhar
várzea, várgea
vargem e varge
volibol e voleibol
xícara e chícara
 
___________________
* Todas as duplas marcadas têm a segunda palavra pronunciada como se tivessem o trema no conjunto "QUI, QUE, GUI, GUE". O Novo Acordo Ortográfico aboliu o trema dessas palavras, mas não alterou-lhes a pronúncia.

Palavras homônimas e parônimas
 
 

      Homônimas: são aquelas que possuem grafia ou pronúncia igual. Exemplos: seção (divisão), cessão (ato de ceder), sessão (reunião, assembleia).

      Parônimas: são aquelas que possuem grafia e pronúncia parecidas.

      Exemplos: comprimento (extensão), cumprimento (saudação).

      Algumas palavras homônimas e parônimas mais usadas:

      absolver: inocentar, perdoar

      absorver: sorver, consumir, esgotar.

      acender: pôr fogo, alumiar

      acidente: acontecimento casual

      incidente: episódio, aventura

      apreçar: perguntar preço, dar preço

      apressar: antecipar, abreviar

      aprender: tomar conhecimento

      apreender: apropriar-se, assimilar mentalmente

      ascender: subir

      acento: tom de voz, sinal gráfico

      assento: lugar de sentar-se

      acerca de: sobre, a respeito de

      cerca de: aproximadamente

      há cerca de: faz aproximadamente

      acostumar: contrair hábito

      costumar: ter por hábito

      afim de: semelhante a, parente de

      a fim de: para, com a finalidade de

      amoral: indiferente à moral

      imoral: contra a moral, libertino, devasso

      apreçar: ajustar o preço

      apressar: tornar rápido

      aprender: instruir-se

      apreender: assimilar

      arrear: pôr arreios

      arriar: abaixar, descer

      assoar: limpar o nariz

      assuar: vaiar, apupar

      bucho: estômago

      buxo: arbusto

      caçar: apanhar animais ou aves

      cassar: anular

      calda: xarope

      cauda: rabo

      cavaleiro: aquele que sabe andar a cavalo

      cavalheiro: homem educado

      cédula: documento, chapa eleitoral

      sédula: ativa, cuidadosa (feminino de sédulo)

      cela: pequeno quarto de dormir

      sela: arreio

      censo: recenseamento

      senso: raciocínio, juízo claro

      cerração: nevoeiro denso

      serração: ato de serrar, cortar

      cesto: balaio

      sexto: numeral ordinal (seis)

      chá: bebida

      xá: título do ex-imperador do Irã

      conserto: reparo

      concerto: sessão musical, acordo

      coser: costurar

      cozer: cozinhar

      cheque: ordem de pagamento

      xeque: lance de jogo no xadrez

      delatar: denunciar

      dilatar: alargar, ampliar

      desapercebido: desprevinido

      despercebido: sem ser notado

      descrição: ato de descrever, expor

      discrição: reservada, qualidade de discreto

      descriminar: inocentar

      discriminar: distinguir

      despensa: onde se guardam alimentos

      dispensa: ato de dispensar

      desapercebido: desprevenido

      despercebido: que não percebeu

      destratado: maltratado com palavras

      distratado: desfazer o acordo, o trato

      discente: referente a alunos

      destinto: que se destingiu

      distinto:diverso, diferente

      docente: referente a professores

      eminente: ilustre, excelente

      iminente: que ameaça acontecer

      emergir: vir à tona

      imergir: mergulhar

      emigrar: sair da pátria

      imigrar: entrar num país estranho para nele morar

      enfestar: exagerar, roubar no jogo, entendiar

      infestar: causar danos

      esperto: ativo, inteligente, vivo

      experto: perito, entendido

      espiar: observar, espionar

      expiar: sofrer castigo

      estático: firme, imóvel

      extático: admirado, pasmado

      estrato: tipo de nuvem

      extrato: resumo, essência

      flagrante: evidente

      fragrante: perfumado

      fluir: correr

      fruir: gozar, desfrutar

      fusível: aquele que funde

      fuzil: arma

      história: narrativa de fatos reais ou fictícios

      estória (origem inglesa): narrativas de fatos fictícios

      incerto: impreciso

      inserto: introduzido, inserido

      incipiente: principiante

      insipiente: ignorante

      inflação: desvalorização do dinheiro

      infração: violação, transgressão

      infligir: aplicar pena

      infringir: violar, desrespeitar

      intercessão: ato de interceder, de intervir

      interseção/intersecção: ato de cortar

      laço: nó

      lasso: frouxo, gasto, bambo, cansado, fatigado

      lista: relação, rol

      listra: risca, traço

      mal: antônimo de bem

      mau: antônimo de bom

      mandado: ordem judicial

      mandato: procuração

      ótico: relativo ao ouvido

      óptico: relativo à visão

      paço: palácio

      passo: passada

      peão: aquele que anda a pé

      pião: brinquedo

      procedente: proveniente, oriundo

      precedente: antecedente

      prescrito: estabelecido

      proscrito: desterrado, emigrado

      recrear: divertir, alegrar

      recriar: criar novamente

      ruço: grisalho, debotado

      russo: da Rússia

      sexta: numeral

      cesta: utensílio de transporte

      sesta: descanso depois do almoço

      sortir: abastecer

      surtir: produzir efeito

      tacha: pequeno prego

      taxa: tributo

      tachar: censurar, pôr defeito

      taxar: estipular

      tráfego: movimento, trânsito

      tráfico: comércio lícito ou não

      vadear: passar ou atravessar a pé ou a cavalo

      vadiar: vagabundar

      vale: acidente geográfico

      vale: recibo

      vale: do verbo valer

      viagem: substantivo: a viagem

      viajem: forma verbal: que eles viajem

      vultoso: volumoso

      vultuoso: atacado de congestão na face

      xácara: narrativa popular em verso

      chácara: pequena propriedade campestre

      Palavras homógrafas: mesma grafia mas com significações diferentes.

      A relação abaixo mostra palavras escritas de forma idêntica, mas possuem a sílaba tônica em posição diferente (proparoxítonas e paroxítonas):

      crédito (substantivo)- credito (verbo)

      crítica (substantivo) - critica (verbo)

      cópia (substantivo) - copia (verbo)

      filósofo (substantivo) - filosofo (verbo)

      Exercícios

      Preencha as lacunas com um dos termos entre parênteses:

      1. Em tempos de crise, é necessário.......................a despensa de alimentos. (sortir - surtir)

      2. Os direitos de cidadania do rapaz foram....... ..................pelo governo. (caçados - cassados)

      3. O..........................dos senadores é de oito anos. (mandado- mandato)

      4. A Marechal Rondon estava coberta pela...............................(cerração - serração)

      5. César não teve..........................de justiça. (censo - senso)

      6. Todos os....................................haviam sido ocupados. (acentos - assentos)

      7. Devemos uma......................quantia ao banco. (vultosa - vultuosa)

      8. A próxima..............................começará atrasada. (seção - sessão)

      9. ..................................-.se, mas havia hostilidade entre eles. (cumprimentaram - comprimentaram)

      10. Na........................das avenidas, houve uma colisão. (intersecção - intercessão)

      11. O.....................................no final do dia estava insuportável. (tráfego - tráfico)

      12. O marido entrou vagarosamente e passou......... .............................(despercebido - desapercebido)

      13. Não costume .......................................as leis. (infligir - infringir)

      14. Após o bombardeio, o navio atingido............ .................. (emergiu- imergiu)

      15. Vários....................................japoneses chega-ram a São Paulo nas primeiras décadas do século. (emigrantes - imigrantes)

      16. Não há.......................................de raças naquele país. (discriminação - descriminação)

      17. Após anos de luta, consegui a ........................... (dispensa - despensa)

      18. A chegada do....................................... diplo-mata era........................ ( eminente - iminente).

      19. O corpo..................................... era formado por doutores. (docente- discente)

      20. Houve alguns.......................................no Congresso. (acidentes - incidentes)

      21. Fomos...................................pelos anfitriões. (destratados - distratados)

      22. A..................................... dos direitos da emis-sora foi uma das tarefas do governo. (seção - cessão)

      23. Ali, na...................................... de eletrodomésticos, há uma grande liquidação. (seção - cessão)

      24. É um senhor......................................(distinto - destinto)

      25. Dei o .......................................mate ao geren-te, por causa do................ sem fundos. (cheque - xeque)

      26. A nuvem de gafanhotos ..................................a plantação. (infestou - enfestou)

      27. Quando Joana toca piano é mais um.............que um.................. (conserto - concerto)

      28. Todos eles.............................o prazer da bela melodia. (fruem - fluem)

      29. Estava muito..................para.................quanto custava aquele aparelho. (apreçar - apressar)

      30. Nas festas de São João é comum ............balões e vê-los.............. (ascender - acender)

      31. As pessoas foram recolhidas a suas..........(celas - selas)

      32. Segui a...............................médica, mas não obtive resultados. (proscrição - prescrição)

      33. Alguns modelos.................................serão vendidos. (recreados - recriados)

      34. A bandeira de São Paulo tem...................pretas. (listas - listras)

      35. Para passar, precisava ..............................mais das lições. ( apreender -aprender)

      36. O réu..............................suas culpas. (expiará - espiará)

      37. Encontrei uma carteira com .........................de cem dólares. (cédulas - sédulas)

      38. Iremos à..............para lermos deliciosa....... ................medieval. (xácara - chácara)

      39. Na hora da................................., os mexicanos dormem. (cesta-sesta)

      40. Percebe-se que ele ainda é meio...................., pois não tem prática de comércio. (incipiente - insipiente)

 

terça-feira, 23 de abril de 2013



ATENÇÃO, CANDIDATOS AO CARGO DE REVISOR DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO!

A proposta de redação deste mês é para vocês. Façam-na e enviem-na para o e-mail redações@outlook.com e veja o seu desempenho.

Um fraterno abraço a todos e boa prova!
Professor Adeildo Júnior

terça-feira, 4 de maio de 2010

DICAS DE ESTUDO (IMPORTNATE NÃO É APENAS SABER CONTEÚDOS, IMPORTANTE É SOBRETUDO SABER FAZER PROVA)

Confira dicas de estudo para todos os candidatos dos mais variados concursos públicos. Estude as orientações da especialista e comece seu ano com sucesso!

1) Para o candidato adquirir um bom Português é necessário que desenvolva o hábito da leitura diária, assim corrigirá erros de ortografia e sintaxe naturalmente sem nenhum esforço. Aconselho leituras periódicas como as de jornais, revistas, além de gêneros literários, mas tudo vai depender do gosto do leitor, com qual texto ele mais se identifica, dessa forma abrangerá seu vocabulário. Livros didáticos também são recomendados e devem ser lidos constantemente, a fim de que todos os assuntos questionados em concursos sejam dominados.

2) Em matéria de estudos, o candidato deve se organizar e ter em mente a palavra disciplina, pois terá de reservar um período diário de duas a três horas para rever o conteúdo já estudado na semana anterior e dar mais atenção às matérias que menos domina. Rever o conteúdo programático diariamente e de forma disciplinada revitaliza a memória.
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3) Estudar as questões de concursos anteriores é didaticamente aconselhável e eficaz, porque testam o conhecimento do candidato, além de nortear o estudo com a justificativa do profissional que corrigiu a matéria. Se tais questões forem apenas lidas e não compreendidas, não ajudarão nos estudos, entretanto, se forem discutidas e trabalhadas, irão com certeza beneficiar o candidato.

4) O planejamento sobre a prova deve ser o primeiro passo do estudo. Nos editais constam os temas pedidos, e muitas vezes até mesmo a bibliografia usada para a elaboração do teste, assim tente direcionar o foco de estudo para aquela finalidade solicitada no edital. Português é ensinado a todos desde a infância até a conclusão escolar, por isso aquela gramática que você usou na escola deve ser trabalhada, cujo conteúdo será abordado em sua prova, apenas dê atenção a reformulações ortográficas, que com certeza constarão no edital do concurso.

5) O segredo do estudo é o trabalho sequencial. Comece a trabalhar a ortografia, juntamente com a leitura e se aprofunde na morfologia sintática, isto é, a classe de palavra e sua função sintática na frase. Essa é uma forma de entender o que se escreve e a compreensão da regência, concordância, crase, colocação pronominal e até mesmo a pontuação dependem desse entendimento morfossintático.

6) Qualquer concurso público prioriza a Língua Portuguesa, por isso saber bem o português ainda faz a diferença. As questões abordadas, geralmente, são em número maior em relação às outras disciplinas e o conhecimento textual, que aparentemente costuma dificultar, ajudam e fazem a diferença nos concursos para aqueles que estão bem preparados textualmente.

segunda-feira, 1 de março de 2010

CONJUNÇÕES

ELEMENTOS DE COESÃO (PARTE I)
(Clique na imagem para ampliá-la)


1. Examinemos os seguintes provérbios:
O mal e o bem à face vêm.
Deseja o melhor e espera o pior.
Só dura a mentira enquanto a verdade não chega.

No primeiro, encontramos a palavra e, que está ligando dois termos de uma oração: o mal e o bem.
No segundo, vemos a mesma palavra e, que está ligando duas orações de sentido completo e independente: Deseja o melhor. Espera o pior.
No terceiro, aparece a palavra enquanto unindo duas orações que não podem ser separadas sem que fique alterado o sentido que expressam, pois a segunda depende da afirmação contida da primeira.
Os vocábulos invariáveis que servem para relacionar duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração chamam-se CONJUNÇÕES.
As conjunções que relacionam termos ou orações de idêntica função gramatical têm o nome de COORDENATIVAS.
Denominam-se SUBORDINATIVAS as que ligam duas orações, uma das quais determina ou completa o sentido da outra.

2. Percebe-se facilmente a diferença entre as conjunções coordenativas e as subordinativas quando comparamos construções de orações a construções de nomes.
Assim, nestes enunciados:

Ler e escrever. A leitura e a escrita.
Ler ou escrever. A leitura ou a escrita.

Vemos que a conjunção coordenativa não se altera com a mudança de construção, pois liga elementos independentes, estabelecendo entre eles relações de adição, no primeiro caso, e de igualdade ou de alternância, no segundo.
Já nos enunciados seguintes:

Quando tiver lido o livro, escreva a carta.
Após a leitura, a escrita.

Observamos a dependência do primeiro termo ao segundo.
No último exemplo, em lugar da conjunção subordinativa (quando), temos uma preposição (após), que está indicando a dependência de um elemento a outro.

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

1. Classificação

Classificam-se as conjunções coordenativas em ADITIVAS, ADVERSATIVAS, ALTERNATIVAS, CONCLUSIVAS e EXPLICATIVAS.

a) ADITIVAS, que servem para ligar simplesmente dois termos ou duas orações de idêntica função: e, nem [= e não]

Tinha saúde e robustez.
Pulei do banco e gritei de alegria.
Não é gulodice nem interesse mesquinho.

b) ADVERSATIVAS, que ligam dois termos ou duas orações de igual função, acrescentando-lhes, porém, uma idéia de contraste:mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto.

Seu quarto é pobre, mas nada lhe falta.
Cada uma delas doía-me intensamente; contudo não me indignavam.

c) ALTERNATIVAS, que ligam dois termos ou orações de sentido distinto, indicando que, ao cumprir-se um fato, o outro não se cumpre: ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja, nem...nem, já...já, etc.

Para arremedar gente ou bicho, era um gênio.
Ou eu me retiro ou tu te afastas.

d) CONCLUSIVAS, que servem para ligar à anterior uma oração que exprime conclusão, conseqüência: logo, pois, portanto, por conseguinte, por isso, assim, então.

Não pacteia com a ordem; é, pois, um rebelde.
Ouço música, logo ainda não me enterraram.

e) EXPLICATIVAS, que ligam duas orações, a segunda das quais justifica a idéia contida na primeira: que, porque, pois, porquanto.

Dorme, que eu penso.
2. Posição das conjunções coordenativas
Nem todas as CONJUNÇÕES COORDENATIVAS encabeçam a oração que delas recebe o nome. Assim:

1. Das CONJUNÇÕES COORDENATIVAS apenas mas aparece obrigatoriamente no começo da oração; contudo, entretanto, no entanto, porém e todavia podem vir no início da oração, ou após um de seus termos. Sirvam de exemplo estes períodos:

Tentou subir, mas não conseguiu.
Tentou subir, porém não conseguiu.
Tentou subir; não conseguiu, porém.

2. Pois, quando CONJUNÇÕES CONCLUSIVA, vem sempre posposta a um termo da oração a que pertence:

Era, pois, um homem de grande caráter e foi, pois, também um grande estilista. (J. RIBEIRO)
3. As conclusivas logo, portanto e por conseguinte podem variar de posição, conforme o ritmo, a entoação, a harmonia da frase.

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

1. Classificação

As conjunções subordinativas classificam-se em CAUSAIS, CONCESSIVAS, CONDICIONAIS, CONFORMATIVAS, COMPARATIVAS, CONSECUTIVAS, FINAIS, PROPORCIONAIS, TEMPORAIS, e INTEGRANTES.
As causais, concessivas, condicionais, conformativas, finais, proporcionais, temporais, comparativas e consecutivas iniciam ORAÇÕES ADVERBIAIS. As integrantes introduzem ORAÇÕES SUBSTANTIVAS.

Exemplifiquemos:

a) CAUSAIS (iniciam uma oração subordinada denotadora de causa): porque, pois, porquanto, como [= porque], pois que, por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, etc.

Dona Luísa fora para lá porque estava só.
Como o calor estivesse forte, pusemo-nos a andar pelo Passeio Público.

b) COMPARATIVAS (iniciam uma oração que encerra o segundo membro de uma comparação, de um confronto): que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior) qual (depois de tal), quanto (depois de tanto), como, assim como, bem como, como se, que nem.

Era mais alta que baixa.
Nesse instante, Pedro se levantou como se tivesse levado uma chicotada.

c) CONCESSIVAS (iniciam uma oração subordinada em que se admite um fato contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la): embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto que, bem que, se bem que, apesar de que, nem que, que, etc.

Pouco demorei, conquanto muitos fossem os agrados.
É todo graça, embora as pernas não ajudem...

d) CONDICIONAIS (iniciam uma oração subordinada em que se indica uma hipótese ou uma condição necessária para que seja realizado ou não o fato principal): se, caso, quando, contanto que, salvo se, sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc.

Seria mais poeta, se fosse menos político.
Consultava-se, receosa de revelar sua comoção, caso se levantasse.
e) CONFORMATIVAS (iniciam uma oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com o da oração principal): conforme, como [= conforme], segundo, consoante, etc.:

Cristo nasceu para todos, cada qual como o merece...
Tal foi a conclusão de Aires, segundo se lê no Memorial.

f) CONSECUTIVAS (iniciam uma oração na qual se indica a consequência do que foi declarado na anterior): que (combinada com uma das palavras tal, tanto, tão ou tamanho, presentes ou latentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, de sorte que.

Soube que tivera uma emoção tão grande que Deus quase a levou.
g) FINAIS (iniciam uma oração subordinada que indica a finalidade da oração principal): para que, a fim de que, porque [= para que], que

Aqui vai o livro para que o leias.
Fiz-lhe sinal que se calasse...

h) PROPORCIONAIS (iniciam uma oração subordinada em que se menciona um fato realizado ou para realizar-se simultaneamente com o da oração principal): à medida que, ao passo que, à proporção que, enquanto, quanto mais... (mais), quanto mais... (tanto mais), quanto mais... (menos), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (menos), quanto menos... (tanto menos), quanto menos... (mais), quanto menos... (tanto mais)

Ao passo que nos elevávamos, elevava-se igualmente o dia nos ares.
Tudo isso vou escrevendo enquanto entramos no Ano Novo.

i) TEMPORAIS (iniciam uma oração subordinada indicadora de circunstância de tempo): quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que [= desde que], etc.:

Custas a vir e, quando vens, não te demoras.
Implicou comigo assim que me viu.

j) INTEGRANTES (servem para introduzir uma oração que funciona como sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto de outra oração): que e se
Quando o verbo exprime uma certeza, usa-se que; quando incerteza, se:

Afirmo que sou estudante.
Não sei se existe ou se dói.

2. Polissemia conjuncional
Como vimos, algumas conjunções subordinativas (que, se, como, porque, etc) podem pertencer a mais de uma classe. Em verdade, o valor desses vocábulos gramaticais está condicionado ao contexto em que se inserem, nem sempre isento de ambigüidade, pois que há circunstâncias fronteiriças: a condição da concessão, o fim da consequência, etc.

Locução conjuntiva
A par das conjunções simples, há numerosas outras formadas da partícula que antecedida de advérbios, de preposições e de particípios. São chamadas LOCUÇÕES CONJUNTIVAS: antes que, desde que, já que, até que, para que, sem que, dado que, posto que, visto que, uma vez que, à medida que.

UM PROJETO DE INTELECTUALIDADE

Muita gente reclama que não tem tempo para nada que esteja fora de sua rotina de trabalho ou de estudo, principalmente o concurseiro. São muitas matérias que tem para estudar, cada uma delas com suas particularidades e volumes de conteúdo. No entanto, tenho observado que cada vez mais esse mesmo concurseiro tem se afunilado em um repertório informativo muito pontual, reduzindo-o a uma esfera técnica, usando-o apenas em situações de prova, muito específicas. O resultado disso é a geração de uma pessoa aparentemente informada, pois seu conhecimento de mundo se resume ao conhecimento das disciplinas específicas de determinado concurso, como direito constitucional, direito eleitoral, direito trabalhista, direito previdenciário, direito penal e processual penal, informática, administração, arquivologia, etc.
O que na realidade falta a estes concurseiros (e às pessoas de modo geral) é uma melhor administração do seu tempo, para inserir em seu dia-a-dia um verdadeiro projeto de leitura cuja finalidade maior é dar ao estudande uma visão de mundo mais apurada, holística e capaz de permitir uma análise mais significativa de sua realidade.
É nesse contexto que se agiganta o procedimento da leitura. É óbvio que ler não é (e nem pode ser) uma tarefa martirizante, é preciso antes de qualquer coisa encontrar o prazer pela leitura, nem que, para isso, a busca ocorra durante uma vida.
Paulo Freire, grande pedagogo brasileiro, deixou uma vasta obra sobre os caminhos da pedagogia da libertação. Moacir Gadoti, outro grande brasileiro das Letras, diz que "ler liberta". Paulo Freire emenda: "A leitura do mundo precede a leitura da palavra". Arthur Schopenhauer contribui dizendo que "os eruditos são aqueles que leram coisas nos livros, mas os pensadores, os gênios, os fachos de luz e os promotores da espécie humana são aqueles que leram diretamente no livro do mundo". Todos esses pensadores são unânimes em um ponto: a leitura é o processo pelo qual o ser humano mais se reconhece como um ser do mundo, por estar no mundo, por se permitir se ver como parte desse mundo. É, portanto, a prioridade imediata começar a se ver como um ser do mundo para melhor enxergar o mundo e as palavras que o traduzem.
O mundo de hoje tem características peculiares, é bem verdade. Mas há um grupo de informações que premeia toda a história da civilização e que se caracterizam como universais: as informações que orbitam em torno de o homem versus o homem, o homem versus o meio e o homem versus si mesmo. Criar um projeto de leitura capaz de iniciar uma busca pelo conhecimento, capaz de introduzir o leitor na demanda pelo reconhecimento de tais relações, é fundamental.
Comece questionando-se: o que eu sei sobre o mundo? o que eu sei sobre o homem? o que eu sei sobre mim mesmo? Defina que áreas do conhecimento mais chamam a sua atenção. Comece com leituras introdutórias e autoexplicativas. Busque livros de abordagem mais panorâmica. Mais tarde aprofunde-se. Talvez assim você se liberte daquilo que prende a você àquilo que tem impedido as suas vitórias de acontecerem.